O dia 28 de janeiro foi dedicado a reflexões e vivências tendo o bem-estar como centro. As palhaças Pipoca e Papoca, interpretadas por Ana Cristina Alves e Gláucia Cavalcante, abriram o evento trazendo um ar de graça para o tema complexo.
Como cada pessoa encontra seu equilíbrio em meio a todos os desafios que a vida nos coloca? E a paz, como a cultivamos no dia a dia para manter a nossa saúde mental estável? Estas foram algumas das questões levantadas pelos/as participantes da roda de conversa que aconteceu durante a manhã.
Edna Carla, coordenadora do Movimento Mães da Periferia, foi uma das convidadas que emocionou a todos ao relatar a experiência de perder um filho em decorrência da violência do Estado. Seu filho foi um dos adolescentes assassinados por policiais militares na Chacina do Curió, ocorrida em Fortaleza, em 2015. De lá para cá, ela transformou a dor em luta, ressignificou toda sua vida para não sucumbir à tragédia.
Encontrar o equilíbrio nessa dança entre momentos de fraqueza e de força, de luz e sombra, é um dos desafios para o nosso bem-estar, lembrou Elenilson Silva, psicólogo da Palhoça Comunitária. Olhar para dentro, para se perceber na completude, pode ser um caminho, apontou ele. A manhã seguiu assim, numa grande roda de reflexões sobre nossas fragilidades, mas sobretudo sobre nossa capacidade de superação pessoal e coletiva.
Ainda compuseram a roda: Andréa Sampaio (representante da Coordenadoria de Políticas de Saúde Mental, Álcool e Outras Drogas – COPOM/SESA), Katiana Araújo (Coordenadora do CAPS AD/SER 5), Karla Julianne Matos (Psicóloga do CAPS AD/SER 5), Emanuel Moura (Célula de Atenção à Saúde Mental da SMS) e Leandro Pereira (Farmacêutico do CAPS Comunitário do Bom Jardim).

Já no período da tarde a Palhoça Comunitária recebeu os grupos Projeto de Vida e Empodere-se para uma tarde de reflexão e arte. Com o mote “Doido é o seu preconceito!”, os participantes debateram o estigma social e compartilharam estratégias de paz e equilíbrio em um momento mediado pelas psicólogas do Caps Comunitário do Bom Jardim. Logo após as discussões, o Grupo Empodere-se deu início à oficina “Pintando a Vida”, ministrada pelos terapeutas da Palhoça Comunitária, foi um momento de profunda expressão subjetiva em que, após momentos de afirmação, dança e relaxamento, cada integrante pôde transpor para tecidos aquilo que deseja deixar para trás e o que pretende levar consigo em sua jornada de autocuidado.
Entre apresentações musicais, dinâmicas de dança e práticas de relaxamento, a tarde na Palhoça consolidou-se, mais uma vez, como um território fundamental de acolhimento e bem-estar para a comunidade.