Natália foi uma das 30 mulheres de todo o Brasil, e uma das duas de todo o nordeste, selecionada no programa / FOTO: Yago Medina

 

Após a abertura do Programa 2025 Women’s Leadership Network, em fevereiro, no Rio de Janeiro, Natália Tatanka, Coordenadora de Sustentabilidade e Negócios Sociais do Movimento Saúde Mental (MSM), segue para imersão em Nova Iorque, onde participará do módulo 2, de 17 a 21 de março.

Aulas, workshops e visitas de campo estão programadas, com foco em temas como liderança em diversidade e igualdade, resolução de conflitos e pensamento estratégico no local de trabalho. Segundo a organização, “espera-se que conexões duradouras sejam formadas logo de início, e que as trocas estabelecidas pelas participantes possam transformar-se em projetos focados em impacto social”.

Enquanto responsável pela coordenação dos negócios sociais do MSM, a exemplo do Giardino Buffet e do Sítio Wopila, Natália Tatanka acredita que a partilha de experiências durante o Programa tem muito a acrescentar no cotidiano das organizações e lideranças.

Racismo e branquitude no contexto brasileiro: o papel das lideranças na promoção da diversidade e inclusão”, foi o tema da abertura, com palestra da geógrafa Suzana Barbosa sobre as marcas do racismo na formação socioeconômica e cultural do Brasil, que nega direitos fundamentais às populações negras e indígenas, ressaltando a importância de políticas de diversidade e inclusão como estratégias de enfrentamento às desigualdades raciais.

Promovido pela Universidade de Columbia, juntamente com o Columbia Global Center Rio de Janeiro, escritório de representação e núcleo de iniciativas brasileiro, um dos objetivos do Programa é “desenvolver o potencial das participantes em termos de liderança e nutrir o crescimento de suas organizações de forma mensurável e sustentável”. Todo ano são selecionadas mulheres de todo o país atuantes no setor público e privado, bem como no terceiro setor. Participaram 440 mulheres, sendo 30 selecionadas. Natália está entre as duas representantes do Ceará.

Confira o relato de Tatanka no nosso Instagram

 

SOBRE A ABORDAGEM SISTÊMICA COMUNITÁRIA

A ASC é uma metodologia socioterapêutica multidisciplinar e de múltiplo impacto, que atua na prevenção do sofrimento psíquico e existencial. Organizada sob três princípios – autopoiese Comunitária, Trofolaxe Humana e Sintropia -, a Abordagem Sistêmica Comunitária foi reconhecida, em 2009, como tecnologia socioterapêutica efetiva e replicável pela Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social. Já em 2018, a ASC foi considerada uma inovação em Saúde Mental pelo MHIN (Mental Health Innovation Network) – vinculado à Organização Mundial da Saúde.

Por Richardson Lael