O Movimento Saúde Mental (MSM), em parceria com a Prefeitura de Maracanaú, inaugurou no mês de agosto a formação em Abordagem Sistêmica Comunitária (ASC) para os/as profissionais dos Serviços de Convivência e Fortalecimento de Vínculos (SCFV), dos Centros de Referência de Assistência Social (CRAS). 

O objetivo é capacitar equipes da área da assistência social, entre orientadores sociais dos SCFV e parte da equipe geral dos CRAS, ampliando seus conhecimentos em práticas socioeducativas, metodologias de convivência e abordagens protetivas, para oferecer um acolhimento adequado aos usuários do serviço. “Vejo a formação dos/as orientadores/as como um momento essencial para fortalecer não apenas os conhecimentos técnicos, mas, principalmente, a forma como cada profissional se relaciona com as pessoas e com a realidade do território onde atua”, explica Liliam Andrade, coordenadora do projeto.

Os encontros acontecem no Campus Wopila, espaço de formação do MSM. Os módulos iniciais aconteceram na primeira e segunda sexta-feira do mês, 7 e 14. Os/as alunos/as foram divididos em duas turmas, que têm acesso aos mesmos conteúdos nos módulos mensais. Este mês, eles foram recebidos por  Liliam Andrade, Elizeu Sousa (coordenador pedagógico do Campus Wopila), Anna Amélia Paiva (coordenadora de formação do Campus Wopila) e Natália Tatanka (coordenadora de sustentabilidade do MSM).

 

Eles/as tiveram uma introdução sobre a Abordagem Sistêmica Comunitária (ASC), tecnologia socioterapêutica do MSM; momentos de relaxamento e vivenciaram uma dinâmica de movimentos sistêmicos. As turmas também tiveram um momento de escuta de expectativas e alinhamentos sobre o curso, onde puderam expor o que esperam aprender, dando sugestões de temáticas que podem ser trabalhadas ao longo da formação.

 

A formação marca o início de uma nova iniciativa para melhorar a gestão das demandas das comunidades mais vulneráveis de Maracanaú. Amparados pela ASC, Liliam destaca que está sendo criado um espaço de escuta, troca de experiências e construção coletiva, para dar apoio aos desafios do cotidiano, buscando desenvolver práticas mais acolhedoras, conscientes e humanizadas. “Quando cuidamos da formação de quem está na ponta, também fortalecemos a qualidade do trabalho desenvolvido com crianças, adolescentes, famílias e toda a comunidade”, acrescenta a coordenadora.

O curso possui 140 horas/aula com duração de dois anos. Até abril de 2028, 60 profissionais serão capacitados/as por meio do projeto, certificados pela Universidade Estadual do Ceará (UECE). Outro parceiro da iniciativa é o Giardino Buffet, que a cada encontro fornecerá alimentação para os/as alunos/as.